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terça-feira, 12 de novembro de 2013

I♥BOOKS: Kiera Cass em São Paulo

Oi, amores! Tudo bem?

Hoje vou mostrar para vocês o evento que aconteceu dia 29 de outubro aqui em SP. A super sessão de autógrafos com a linda Kiera Cass. Já falei da Kiera aqui no blog e preciso dizer que sou encantada por ela. Ela foi super fofa com todas as 900 (ISSO MESMO PRODUÇÃO!) pessoas que estiveram lá para vê-la.


O evento foi uma delícia! Amei conhecer tantas meninas legais e, é claro, a Kiera!

Várias meninas, inclusive eu, nos caracterizamos de selecionadas.

Callaway, marido da Kiera. Abalou com essa camisa e foi super fofo com todos os fãs.

A diva Kiera Cass e eu ♥!


Kiera respondendo sms de que minha amiga (Camila ♥) mandou.

Eu falei tudo o que aconteceu em detalhes nesse super vlog/cobertura do evento. Confiram!




Espero que vocês gostem! E se você ainda não conhece os livros dela, confiram a resenha de A Seleção e não deixem de ler A Elite. O próximo (e último) livro da trilogia será lançado em maio do ano que vem. Confira aqui a capa dele e dos contos da saga.


Beijinhos!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

I♥Hair: Como eu ilumino meu cabelo loiro

Oi, amores!

Entrei para o time das loiríssimas há mais ou menos dois anos. Meu cabelo era um tom de loiro escuro e começou a escurecer, então tomei coragem pintei. Não ficou muito legal... Confesso! Um mês depois pintei novamente e comecei a gostar. Depois passei mais de um ano fazendo só luzes por sempre gostei do efeito que dá, mas aquela raiz mais escura me incomodava mais do que sou capaz de explicar.

Hoje, encontrei um tom que me agrada. Eu nunca gostei dos loiros "chochos" sabe? Aquele que é todo de uma cor, apagado... Não curto! Então, virei adepta de um segredo-não-muito-secreto de beleza de famosas como Blake Lively e Emma Stone: faço luzes em cima da minha coloração. 

Sim, esse procedimento é perigoso e quem faz deve ter cuidado dobrado com o cabelo (Eu♥Hidratação), mas esse truque faz toda a diferença. Minha cor é 9.53 e faço luzes um tom acima da minha coloração para dar o efeito iluminado que eu amo. 

Ontem fui no salão fazer minha manutenção (tintura, luzes, hidratação, corte etc). Aqui são algumas fotos das minhas quatro horas de "Maratona de Beleza".








1x0 pra minha cara lavada! Só o rímel compareceu hahaha



Beijinhos da loira ;*


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Look do Dia: Preto, mas nem tanto

Oi, amores!

Faz muuuuuuuuito tempo que eu não post um look do dia aqui no blog e já estava com saudades dessa tag. Resolvi mostrar para vocês um look que usei sexta passada para ir ao ensaio do meu grupo de teatro (novidades logo mais!). Como para os ensaios temos que usar roupas confortáveis, eu uso e abuso das leggings. E no frio que faz aqui em SP a noite, as leggings de plush (aquele veludo bem gostoso de vestir) são minhas queridinhas.

Nos pés escolhi uma botinha de cano curto com salto embutido e detalhes em dourado (amo ) e que deixa o look mais rocker e combinei uma regatinha com detalhes em dourado que lembra uma "cascata de estrelas".



E como o frio não dá trégua, usei uma jaquetinha nude.




Regata: Marisa / Legging: Foi presente :) / Jaqueta: Magazine Torra-Torra / Bota: Dijean


Beijinhos! ;*

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

I♥BOOKS: Presentinhos! Marcadores da Bienal do Rio 2013

Oi, amores!
Essa semana estou ganhando vários presentinhos (todas curtem \o/). Ontem recebi o livro De Menina a Mulher da autora nacional Drica Pinotti e hoje as meninas do blog Every Little Books, que foram a Bienal do Rio esse ano, me mandaram vários marcadores que receberam por lá. 



Fiquei super feliz! As meninas foram uns amores. Pedi que me mandassem o Perdida (♥), Cretino Irresistível e Eu♥Livros, e elas me mandaram 26 marcadores *-* As bookaholics piram! Hahahaha


Visitem o Every Little Book, amores! As meninas são super fofas e estão sempre postando novidades sobre o mundo literário.

Beijinhos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

I♥BOOKS: Ganhei o livro De menina a Mulher da Drica Pinotti

Heeeeey, babies!

Para quem não sabe, eu sou rata de promoção! Sei lá, acho que tenho um radar ou algo do gênero implantado em mim, por que não resisto a uma boa promoção, concurso cultural etc. Já ganhei uma bolsa da Universal Pictures (veja o post aqui) e o livro Procura-se Um Marido da Carina Rissi (veja a resenha aqui). 

Dessa vez ganhei mais um livro de uma autora nacional! A fofíssima Drica Pinotti, autora de sucesso aqui do Brasil que já vendeu mais de 250 mil exemplares, fez uma promoção em seu twitter valendo um exemplar de seu livro De Menina a Mulher e... Adivinha quem ganhou? Euzinha! \o/



Fiquei super feliz! Passei o endereço imediatamente. Infelizmente, houveram alguns probleminhas com o envio, mas a Drica sempre foi super solícita e não me esqueceu.


E como prometido recebi meu livro com um autógrafo super fofo!



Estou louca pra ler! Espero fazer uma resenha dele em breve pra vocês.

Beijinhos

sábado, 14 de setembro de 2013

I♥BOOKS: Sessão de autógrafos com a Sylvia Day em SP

Oi, amores!
Na última quarta-feira, dia 11, a autora Sylvia Day, que criou a série de sucesso Crossfire, foi a Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte, em São Paulo, para uma sessão de autógrafos com seus fãs. É claaaaaaaaro que eu estava lá desde cedo para cobrir o evento.
Peguei uma suuuuuper fila! Fui uma das últimas a entrar na sala onde a sessão de autógrafos aconteceu e ainda ficou uma fila enorme do lado de fora da sala.
Aqui as fotinhos que tirei por lá e o vlog que fiz sobre o evento.








A autora NACIONAL, Vanessa de Cássia, autora do romance erótico Batom Vermelho.


A autora Sylvia Day! Foi um prazer conhecê-la.


Espero que vocês gostem.

Beijinhos

sábado, 7 de setembro de 2013

Cinquenta Toneladas de Ferro


Eu sou do tipo que acredita no que me dizem, por que eu sempre digo a verdade. Ok, quase sempre. A verdade é que eu digo a verdade para quem me importa, para o resto dou o benefício da dúvida.

Eu sou dessas que quando recebe um abraço, acredita que aquilo é por carinho, não por obrigação. Quando me chamam de amiga e eu respondo chamando essa pessoa de amiga (o), é sério, não é apenas um jeito gentil de ser chamada.

Eu não costumo dizer que amo muitas pessoas (releia o primeiro parágrafo em caso de dúvida), mas quando digo, é verdadeiro. E quando abro a guarda suficiente para confiar em alguém, me sinto tão vulnerável e exposta que espero que essa pessoa tenha o mínimo de cuidado para não me machucar, assim como eu tento ao máximo não machucar ninguém.

Enfim, eu fiz toda essa introdução para dizer que sou uma IDIOTA! Quando me importo com alguém tendo a me dar justificativas quando sou mal tratada, deixada de lado, quando a pessoa me fala algo que me magoa... Sempre procuro algo que me faça acreditar que aquilo não é tão grave quanto é na verdade. E quando “acordo” e encaro a realidade é como se derrubassem cinquenta toneladas de ferro em cima de mim.

Dói pra caramba.

Minha vontade é voltar no tempo e me dar um tapa bem no momento em que eu tive a ideia estúpida de pensar que talvez dessa vez fosse diferente.

Às vezes, eu vou deixando ir até um ponto em que me olho no espelho e não me reconheço. Sabe quando você murcha? Se anula? Se ofusca por alguém? Minha mãe, meu pai, amigos, garotos, estranhos... Tantos já me fizeram fazer isso. Alguns mais gravemente outros nem tanto.

Só estou aqui, dividindo isso com vocês essas experiências, para que você saiba que ninguém tem o direito de te dizer que você não é incrível exatamente (sim, você leu certo, EXATAMENTE) do jeito que você é. Talvez você tenha uma risada muito espalhafatosa ou uma paixão maluca por se vestir de Elvis Presley na rua. Talvez você sonhe em produzir um saquinho de batatas fritas que nunca acabem ou goste de dançar em cima de carros. Ainda que você tenha metade da cabeça raspada e a outra com rastafári ou que você fale pelos cotovelos, assim como eu... Todos nós temos razões para sermos amados. Seja por uma multidão de fãs ou por um cachorro. Você merece ser amado. Se alguém saiu da sua vida por que disse que você era isso ou aquilo outro, mande essa pessoa ir de f**** e seja feliz!

Antes de tudo, você deve achar razões para se amar. Sim, querida (o) , o clichê dos clichês é verdadeiro. Se você mostrar a todos que você merece ser admirada, respeitada, as pessoa vão entender que se elas não gostarem de você, elas estarão perdendo. Não significa que precisamos ser convencidos, precisamos ser confiantes. Fé é a chave de tudo! Tenha fé em você.

Quanto a mim, vou continuar acreditando, amando (e me amando também), vivendo, sendo feliz! Só espero que da próxima vez eu consiga enxergar a verdade um pouquinho mais cedo.


Beijinhos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

I♥Pets Petição contra a Toro de la Vega!

Oi, amores!

Eu não costumo divulgar campanhas aqui no blog, mas dessa vez meu instinto humano me proibiu de deixar passar essa chance de abraçar uma causa em nome dos animais.
Acho que os piores seres humanos são aqueles que tem coragem de machucar animais, idosos, bebês... Enfim, seres que não tem como se defender ou como gritar ao mundo "EI, EU TAMBÉM QUERO VIVER! EU TAMBÉM QUERO SER AMADO! EU TAMBÉM TENHO ESSE DIREITO!".
E na Espanha existe uma cidade chamada Tordesilhas, onde vivem aproximadamente 10 mil pessoas. Lá existe uma tradição de que na segunda terça-feira de setembro eles devem escolher um touro na cidade e tortura-lo até a morte. A tradição é, no mínimo, imbecil, ridícula e ignorante.

ATENÇÃO ALGUMAS IMAGENS A SEGUIR SÃO BEM FORTES!








Diante desse desabafo, estou aqui para pedir que você "gaste" trinta segundos da sua vida clicando nesse link e assinando uma petição contra essa prática abusiva, absurda e desumana.

Juntos podemos dar voz aqueles que não podem falar!

Link do evento no facebook aqui.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Você é perfeito?



Estava conversando com minha mãe sobre o que nos faz ser do jeito que somos e ela soltou a seguinte frase "Quando a gente ama, ama os defeitos também."

Se todos os seres humanos nascessem com um formulário que te permitisse escolher todas as qualidades e “defeitos” que você teria, o que você escolheria? O óbvio seria “A Perfeição”, certo? Mas e o que seria a perfeição? Qual o parâmetro? Quem aí pode me dizer?

Por exemplo, eu sou teimosa. Alguns acham isso uma qualidade indispensável, outros acham que é um defeito mortal. Assim como, uns amam minha espontaneidade e outros detestam.

Todos nós somos fruto de uma série de circunstâncias que nos formaram. Há coisas em mim que eu detesto com todas as forças do meu ser, e acredito que você também tenha, mas quem nós seríamos se não tivéssemos essas características? Você pode até ouvir “Nossa, você e fulano são do mesmo jeito.” Mas a afirmação é falsa, por que o clichê dos clichês é a mais pura verdade: ninguém é igual a ninguém.

E se você pudesse escolher ser diferente, você abriria mão de quem é para se tornar esse “novo você”? Não estou dizendo que todos devemos nos conformar com as coisas incomodas que achamos em nós. Estou dizendo que você não pode definir algo como perfeito e se modificar para ser aquilo se aquilo não for você.

*Momento frase confusa*

Acredito que cada ser humano é o que é e que pode mudar algumas atitudes ou pensamentos de acordo com o tempo, se (e somente SE) aquilo o fizer mais feliz e melhor. Digo isso por que já mudei muito, algumas coisas me melhoraram e me fizeram levar a vida bem mais leve, outras... Bem, com algumas ainda não sei exatamente como lidar. Mas, eu Nohane, acredito que se um dia “chegarmos” o ideal da perfeição, a vida perde totalmente o sentido.

É tipo “Ok, cheguei aqui. Agora, para onde vou?”, entende?

Uma professora de teatro uma vez propôs o seguinte exercício a minha turma: pegue o papel e divida-o no meio. De um lado ponha suas qualidades e do outro seus “defeitos”. Quando acabar, trace linhas de suas qualidades aos defeitos que elas podem “ajudar” você a superar.

Um exercício simples, mas que te faz pensar. Ninguém é totalmente mal ou totalmente bom, ninguém é completamente insuportável ou completamente amável, ninguém é absolutamente perfeito ou absolutamente defeituoso. Somos o que somos, apenas isso. E o que somos de bom remedia o que somos de ruim.

A não ser que você seja um psicopata maníaco sem sentimentos nenhum, aí você é muito, muito ruim, com certeza!

E eu, Nohane, espero que você não seja um psicopata maníaco sem sentimentos, e que ainda ache alguém que valha a pena amar, mesmo com seus defeitos.

Principalmente, com os defeitos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta Anônima


  



          Você é aquele que habita meus sonhos mais profundos. Eu morro de vontade de te conhecer e tremo de medo de cair em você. Sim, meus medos são inúteis por que você nunca foi dos mais educados. Você é desse que não pede licença, que quando chega vira a vida do avesso e ela nunca mais volta a ser a mesma coisa.

            Você será responsável pela minha insônia e falta de fome, e me fará sentir doente e a pessoa mais feliz do mundo ao mesmo tempo. Talvez você fique pra sempre ou quem sabe só esteja de passagem. Talvez você demore ou até mesmo nunca chegue. Mas ainda tem aquela vozinha insistente ecoando lá no fundo e me dizendo que você está próximo e que em breve chegará para transformar meus conceitos.

            Você me fará meio cega, um pouco burra e muito vulnerável. Talvez você acabe com os meus “talvez” e finalmente eu crie coragem para dizer sim. Por que me parece certo dizer sim para você.

            É preferível uma vida arriscada experimentando de sua mágica do que envelhecer sem sentir as pernas bambas, o coração palpitando loucamente, as mãos suadas e todo aquele lance de “borboletas no estômago”. Eu até posso dizer aquelas coisas melosas que acho ridículas hoje. Talvez eu até goste disso.

            Nunca fui de implorar, mas te peço que não me faça sofrer muito. E que se for para sofrer, por favor, que valha a pena. Que a história, por mais trágica que seja, seja épica. Seja viva. Seja real. Faça-se real. Faça-me acreditar que todos esses livros que li e músicas que ouvi não são mentirosos. Faça tudo isso fazer sentido ainda que pareça louco. Você pode até ser incontrolável, mas não me faça parecer tão maluca. Você pode gostar da ideia de me fazer carente, mas não quero ser dependente assim.

            Peço também que seja recíproco. Pode ser curto, pode ser rápido, mais que seja intenso. Que cada memória queime viva em mim por toda eternidade, e penso que não seria muito arrogante pedir que o outro coração que compartilhe dessa aventura, também se lembre de mim. Pode ser numa noite qualquer depois de beijar sua amada. Pode ser durante um passeio no parque em que, quem sabe tiraremos fotos e dividiremos sorvetes. Pode ser até fruto de uma alucinação, mas, por favor, não me deixe ser esquecida.

            Apesar de tudo, falam muito bem de você, quando seus joguinhos acabam em “felizes para sempre”. Quero que você saiba que mesmo com suas bizarrices, ainda quero te conhecer. Só para dizer, que por pelo menos um segundo na vida, soube o que é o amor.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Meu problema com bazucas e moscas varejeiras


            Todo mundo tem esses dias que acorda se sentindo feio, né? Comigo tudo sempre foi mais intenso. Então quando estou feia, não estou apenas feia, estou horrível, monstruosa, parecendo um zumbi e com raiva de todo mundo por que estão mais bonitos que eu. Se bem que nesses dias até as moscas varejeiras são mais bonitas que eu, então também tenho raiva delas.

            Mas não há nada da face da Terra que me faça sentir mais raiva ainda do que quando estou feia, horrível, monstruosa e com raiva de todo mundo (até das moscas varejeiras) e alguém vira para mim com o sorriso mais cínico do mundo e diz: Nossa, como você está linda!

            Minha vontade é pegar a bazuca mais próxima (não que eu sempre saiba onde está a bazuca mais próxima) e dar um tiro no meio da cabeça da pessoa.

            Não me ache maluca, por favor. Nem tenho princípios assassinos ou psicopáticos, apenas prezo a verdade e se estou feia, horrível, monstruosa e... Você já sabe, né? Pois é. Se estou assim, me contento com o fato de não saírem correndo ao me verem. Juro, fico super grata por ninguém chamar o National Geographic para me analisar como uma nova espécie!

            Então, parto do princípio de que se estou nesse estado catatônico e a pessoa me fala que estou alguma coisa além de aceitável, só pode estar me zoando. E se alguém te zoa assim, o que você faz? Pega a bazuca mais próxima e dá um tiro na cabeça da pessoa!

            Graças a Deus, nunca soube onde a bazuca mais próxima estava quando esses fatos ocorreram, e isso me poupa de uma longa ficha criminal. E a maioria das pessoas que disseram isso era especial demais para morrer.

            Nos dias em que estou normal, amo os elogios! Se você for sorteado em um dos quatro dias do ano em que não estou monstruosa, pode elogiar. Prometo que agradeço!

P.S: Nos outros 361 ou 362, se o ano for bissexto, e você decidir que é uma boa hora para me zoar, certifique-se que não há nenhuma bazuca num raio de 100 km.

Beijinhos da sua nada linda amiga,

Nohane.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

I♥Books: Entrevista com a autora Carina Rissi

     Amores, sou mega fã da Carina! Tipo, muito mesmo! Aí, eu pedi para entrevista-la e quase enfartei quando ela disse sim.

     Quando recebi o e-mail dela juro que meu coração inchou. Ela é muito fofa!

     Enfim, abaixo está a entrevista e espero que vocês gostem!


    Primeiro, eu quero agradecer a você por conceder essa entrevista! Sou muito sua fã, mesmo. Você é uma inspiração e foi muito bom encontrar uma autora nacional que escreve livros tão incríveis! Quantas vezes ri com as trapalhadas da Sofia e da Alicia!
     Obrigada por ser uma pessoa tão atenciosa, legal, simpática e por valorizar a nós, seus fãs!

Eu que agradeço o convite e o carinho, Nohane!
           
Vamos as perguntas? Puxa uma cadeira, alonga seus dedinhos e pega um chazinho que são muitas!

1       Quando você começou a escrever?

Comecei a escrever em maio de 2010, totalmente por acaso. Estava assistindo a uma entrevista da autora Stephenie Meyer, e ela contava como tinha sido o começo, que ela acreditava que todo mundo vivia no mundo de faz de contas e quando descobriu que não era assim decidiu escrever. Bom, eu me identifiquei na hora porque sempre vivi mais nos meus mundos imaginários que no real, então peguei meu celular, abri o app de texto e comecei a escrever só pra ver no que ia dar.

2    Antes de Perdida você já tinha o sonho de ser autora?

De jeito nenhum. Eu achava que para ser escritor você tinha que ter alguma coisa especial, sabe? Tipo nascer com uma estrela dourada na testa rsrs.

3    De onde veio a ideia de Perdida?

Eu estava em casa, era hora do jantar, teve um apagão e eu simplesmente não sabia como aquecer a comida sem o micro-ondas. Fiquei furiosa por não conseguir me virar sem ele. As pessoas sempre comeram bem antes da invenção do micro-ondas, né? Foi aí que nasceu a Sofia. Fiquei pensando nessa menina do século 21 presa em uma época sem recursos e como isso se desenrolaria. Eu só não previ que ela se apaixonaria.  Trabalhar com a Sofia é sempre assim, eu planejo um roteiro, ela vem e bagunça tudo rsrs.

4  Quando você pegou o Perdida nas mãos pela primeira vez, qual foi a sensação? E quando a primeira edição foi esgotada?

Pegar o livro pronto pela primeira vez foi como tocar um sonho, sabe? Eu não sabia se ria, se chorava, se saia na rua mostrando para as pessoas. Foi absurdamente maravilhoso e um tanto assustador.
Não houve uma primeira edição. A editora pelo qual publiquei não mantinha estoques. A impressão era feita sob demanda, conforme havia pedidos de compra.

5   Como foi a reação das pessoas que te conhecem ao saber que você publicaria um livro? Você teve medo/insegurança de publicar o Perdida?

Ah, eu fiquei apavorada. Muito antes até de ser publicada. Quando enviei o original para a BN (Biblioteca Nacional, toda obra deve ser registrada antes de ser enviada para editoras) eu nem dormi! Era uma coisa séria e definitiva demais e eu não acho que estava pronta. Foi tudo no susto, eu mal tive tempo para pensar no que estava fazendo.
As reações foram muito variadas. Meu marido ficou surpreso, claro, mas mega animado com Perdida e foi por causa dele e de seu entusiasmo que resolvi tentar a sorte e publicá-lo. Minha filhota adorou a ideia de ter uma mãe escritora (ela é fissurada por livros, igualzinha a mãe). Meus pais ficaram orgulhosos e sabe como é, só faltou erguerem a plaquinha do “eu já sabia”, coisa de pai e mãe coruja mesmo.
Quando contei a um amigo de infância, ele me olhou bem nos olhos e disse “eu jamais esperei uma coisa dessas de você” e sacudiu a cabeça.
                                             
      Alguém chegou a falar que você não conseguiria publicar o Perdida ou que não conseguiria vender a tiragem?

Ah, sim. Muita gente. Sobre as vendas, pessoas ligadas diretamente ao universo editorial. Tentaram me convencer de que era complicado vender livros no Brasil (e é), mas eu não sou muito de ouvir, sabe? Nem quando disseram que eu jamais entraria numa grande editora (e hoje sou autora da Verus, selo do grupo Record, a maior do país) nem que não venderia. Quando entro em algo, seja o que for, quero fazer dar certo, custe o que custar. Foi o que eu fiz e acabei surpreendendo todo mundo, inclusive a mim mesma.

   Tem alguma coisa da Sofia que você tem e não gosta? E tem alguma coisa que ela tem e você gostaria de ter?

O cabelo! Meu cabelo é tão indomado quanto o dela. E isso foi proposital, sabe? Eu tenho aquele tipo de cabelo nem. Nem cacheado, nem liso, que precisa de cuidados para se parecer com um cabelo e não com uma vassoura. Achei que já que eu colocaria minha heroína em um ambiente sem recursos, devia dar a ela meu tipo de cabelo, pois o liso se comporta bem e cachos são cachos, mas o cabelo nem é uma praga, ainda mais sem um bom xampu que hidrate os fios, e o xampu do século 19 está longe disso.
Eu gostaria de ter a coragem da Sofia.

     Como surgiu a ideia do Procura-se um Marido?

Bom, sabe aquele dia em que tudo dá errado? Eu tinha evento em Ribeirão Preto, minha empregada estava com o filho doente, minha filha tinha provas e eu teria que buscá-la mais cedo no colégio. Minha cozinha parecia uma zona de guerra, então lá estava eu, tentando dar uma arrumada, equilibrando bobes na cabeça, tentando não borrar as unhas que eu tinha acabado de fazer. Me peguei pensando que, se um dia eu ficasse muito rica, nunca mais pisaria na cozinha. Aí pensei melhor e decidi que pior que todo aquele caos (ao qual eu já estou bastante acostumada), seria alguém que sempre teve tudo ficar sem nada e ter que se virar como faz a maior parte da população. Foi assim que a Alicia nasceu e eu me apaixonei por ela logo de cara. Fiquei tão obcecada por ela que cinco meses depois eu já tinha escrito o livro todo.


9      Para publicá-lo você o enviou para as editoras ou a Verus te procurou por causa do sucesso de Perdida?

Eu procurei algumas editoras, só 3 dessa vez e obtive respostas positivas, mas eu queria a Verus, queria tanto que doía! Não sei bem explicar o motivo. Talvez seja pelo cuidado e capricho que eu via nas obras de autores do catálogo deles. Então quando começaram a avaliar e as respostas foram favoráveis eu ignorei todo o resto e, bem, comecei a rezar pra dar certo. Fechar o Procura-se com eles foi um dos momentos mais especiais da minha carreira. Tipo apontar para uma estrela, esticar o braço e pegá-la. Foi surreal!

       Como foi saber que foram vendidas 5.000 cópias do Procura-se um Marido em 40 dias?

Um susto enorme! Quando fui informada que a primeira edição seria de 5 mil cópias eu pensei “Ih, agora lascou”. Estava apavorada com a ideia de não conseguir vender a edição em 7 anos (duração do meu contrato), então pode imaginar o susto que tomei ao saber que tinha vendido 5 mil livros em 40 dias. A segunda edição saiu mês passado e fui informada que já esgotou também, a terceira já foi solicitada na gráfica. Eu só tenho a agradecer a esses oito mil leitores por acreditarem em mim.

1     Você já tinha ideia de que seu trabalho estava tendo um destaque tão grande assim?

Nem nos meus sonhos mais loucos, e olha que eu vivo no mundo da lua.

     Tem alguma coisa da Alicia que você tem e não gosta? E tem alguma coisa que ela tem e você gostaria de ter?

O medo de inseto, embora a Alicia tenha pavor de borboletas e eu de baratas, mas nossas reações são idênticas.
Ah, tem muitas coisas na Alicia que admiro, mas a principal delas é a capacidade de dizer o que está pensando, doa a quem doer. Eu sou daquelas que num confronto fica travada, depois tenho mil conversas imaginárias onde digo o que eu gostaria de ter dito.

       Onde você costuma escrever? Tem algum cantinho especial?

Eu meio que montei um escritoriozinho no quarto de brinquedos da minha filha (um olho nela, outro no texto). Mas escrevo em outro lugares também, vai da inspiração. Não sou daquelas pessoas metódicas que tudo precisa estar de maneira em tal posição.

      Falando nisso, conta um pouquinho sobre seus próximos projetos! Perdida 2, No mundo da Luna, “Nosso” Irlandês... Estamos ansiosos! Hahaha

No Mundo da Luna segue essa semana para a editora. Esse livro vai contar a história de uma jornalista recém-formada que sempre sonhou em trabalhar numa renomada revista, e ela conseguiu... Bom, mais ou menos... Ela chegou só até a recepção. Então quando a coluna de horóscopo semanal cai no colo dela, ela nem pensa. Aceita, ainda que não tenha a menor de ideia de como criar um horóscopo. E a partir daí a vida da Luna que já estava uma bagunça se complica de vez.
Em seguida virá o Perdida 2 e não posso contar muito sobre ele porque eu ainda não sei como a história vai se desenrolar (como eu disse antes, trabalhar com a Sofia é complicado). O que posso adiantar é que Perdida 2 começa exatamente onde termina o Perdida, com preparatórios para o casamento. Haverá novos personagens como a tia Cassandra, único parente vivo de Ian e Elisa que mora no Brasil, e os velhos amigos foram mantidos. Vou trabalhar com o grande medo de Sofia.
Também estou namorando a ideia de uma sequência de Procura-se um Marido (tá difícil me desligar da Alicia, viu?) antes de escrever o spin-off do Marcus, irmão do Max, de Procura-se.
O “meu (ou nosso) irlandês” (não sei ao certo como irei chamar esse livro) está quase pronto. Trabalhei com duas tramas paralelas nesse livro, que acabam se entrelaçando em algum momento, e dois períodos diferentes. A história é narrada pela brasileira Briana na maior parte do tempo, uma garota cheia de problemas que tem sonhos muito esquisitos e igualmente reais desde a infância com um cara (lindo!) que não existe. Ou ao menos era o que ela pensava.

      Tem alguma data de evento ou lançamento próximo?

Haverá relançamento de Perdida em São Paulo. Provavelmente na Fnac da Av. Paulista, no dia 06/07 e estarei na Bienal do Rio de Janeiro, provavelmente no primeiro fim de semana da feira.

      Você tem alguma mania no dia-a-dia ou quando está escrevendo? Qual ou Quais?

Acho que a única mania e deixar o som ligado bem baixinho. Uso música para me ajudar a dar o tom certo as cenas.

     Se você não fosse autora, o que você seria?

Ai, não sei, acho que continuaria sendo só dona de casa. Não consigo me imaginar largando minha filha com uma babá. Ela sempre vem em primeiro lugar.

      Você tem algum conselho para dar aos novos autores nacionais?

Bom, é um conselho meio bobo, mas a minha primeira dica é BNC (bunda na cadeira). Muita gente sonha em escrever um livro, mas ele só fica pronto se houver dedicação e criar um livro toma muito tempo. Depois, aconselho a acreditar e apostar em você, já que ninguém mais o fará se você não apostar primeiro. E por fim, um bom tanto de teimosia por que não é fácil ser publicado, mas também não é impossível. Basta correr atrás e não aceitar “não” como resposta.

      Você é contra ou não simpatiza com algum tipo de literatura?

Eu não sou contra, mas não curto muito autoajuda. Não funciona comigo. E evito ler terror (sou bastante covarde, depois passo a noite em claro esperando os zumbis, uruk-ais, e outros seres malignos virem comer meu cérebro).

     Quais suas autoras/autores nacionais favoritos? E os internacionais? E quais os livros deles que você mais gosta?

Eu não gosto de classificar autores por nacionalidade. Acredito que cultura não tem fronteiras. Sou apaixonada por todas as obras de Jane Austen, amo Fazendo Meu Filme da Paula Pimenta, é impossível escolher apenas uma dentre as obras das divas Marian Keyes e Sophie Kinsella, sou doida por Blecaute de Marcelo Rubens Paiva. Amei tudo que li de Judith McNaught, e Richelle Mead me ganhou com a série Academia de Vampiros e Um Certo Russo.

      De que bicho você gosta e de qual tem medo?

Gosto de cachorros.
Lagartixa, barata, jacaré, tubarão, pra mim são da mesma categoria. rs

      Você costuma ouvir música enquanto escreve? Quais são seus artistas favoritos?

Sim, ouço muita música. Sou bastante eclética, gosto de um pouco de tudo, de Adele a Elvis Presley.
  
      Qual sua parte favorita do corpo? Tem alguma que você gostaria de mudar?

Eu gosto dos meus olhos, são amarelos, meio esquisitos, mas gosto deles. Gostaria de mudar muitas coisas em mim, por exemplo, acho que eu merecia ter nascido com um cabelo que se comportasse bem nas horas em que eu mais preciso.

      Você acredita em sorte? Tem algum amuleto ou número da sorte?

Eu acredito que a sorte é a gente quem faz. Não tenho amuletos nem números de sorte, não.

      Fala para mim, tem alguma coisa que você é louca para fazer, mas não tem coragem?

Sim, eu quero conhecer o mundo, meu problema é: como, se não consigo chegar perto de um avião sem passar mal (e passo mal mesmo, tipo minha pressão cai, começo a suar frio e tudo mais)? Estou trabalhando esse medo e espero em breve vencê-lo.

Vamos fazer um bate-e-volta, ok?

·         Doce ou salgado: doce!
·         Cabelo liso ou cacheado: nem um nem outro.
·         Item de maquiagem que não dar para viver sem: rímel.
·         Uma cor: azul.
·         Um lugar: minha casa.
·         Um hobby: ler.
·         Um defeito: teimosia.
·         Uma qualidade: teimosia!
·         Um desejo: ser feliz sempre.
·         Um sonho: conseguir entrar num avião.
·         Uma estação do ano: verão.
·         Uma música que marcou sua vida: Por você, Frejat.
·         Prato favorito: qualquer um que tenha chocolate dentro.
·         O acontecimento que marcou sua vida: o nascimento da minha filha.
·         Um ídolo: Jane Austen.
·         Uma cidade que você adoraria conhecer: Dublin, Irlanda.
·         Um defeito que você não suporta: falsidade.
·         Uma qualidade que você considera indispensável: lealdade.
·         Uma coisa que você não vive sem: livros.
·         Tendência que você não usaria: a maioria delas.
·         Tendência favorita: prefiro o básico, sempre.
·         Um acessório: sapatos.
·         Um filme: depende do dia. Hoje é “De volta para o futuro”.
·         Uma frase: “Não fui eu, já estava assim quando eu cheguei”, Homer Simpson. Uso muito rs.
·         Um livro: Orgulho e Preconceito.
·         Uma invenção da humanidade que você acha incrível: eletricidade e tudo que veio com ela.
·         Uma invenção da humanidade que você detesta: armas de fogo.
·         Se você pudesse ser outra pessoa por um dia, quem você seria?
Em qualquer época? Eu seria Jane Austen por um dia! Só cinco minutos já servia.
·         Se você acordasse homem um dia, qual a primeira coisa que você faria?
Acho que eu passaria uma boa parte do dia tentando entender o funcionamento da cabeça masculina.
·         Se você pudesse escolher ter um superpoder, qual seria?
Voar.
·         Se você encontrasse face a face com Deus, o que você diria/perguntaria?
Ei, valeu, adorei a experiência! Posso ir de novo?

Para finalizar, deixe um recadinho para seus fãs (me inclua dentro dessa!).
A vida é uma coisinha muito esquisita e maravilhosa que acaba te levando para caminhos nunca imaginados. Por isso não desista dos seus sonhos. Não permita que ninguém julgue se ele é ou não impossível. O sonho é seu, e você é a única pessoa que pode fazer com se torne realidade. Basta acreditar em si mesma ;)