quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta Anônima


  



          Você é aquele que habita meus sonhos mais profundos. Eu morro de vontade de te conhecer e tremo de medo de cair em você. Sim, meus medos são inúteis por que você nunca foi dos mais educados. Você é desse que não pede licença, que quando chega vira a vida do avesso e ela nunca mais volta a ser a mesma coisa.

            Você será responsável pela minha insônia e falta de fome, e me fará sentir doente e a pessoa mais feliz do mundo ao mesmo tempo. Talvez você fique pra sempre ou quem sabe só esteja de passagem. Talvez você demore ou até mesmo nunca chegue. Mas ainda tem aquela vozinha insistente ecoando lá no fundo e me dizendo que você está próximo e que em breve chegará para transformar meus conceitos.

            Você me fará meio cega, um pouco burra e muito vulnerável. Talvez você acabe com os meus “talvez” e finalmente eu crie coragem para dizer sim. Por que me parece certo dizer sim para você.

            É preferível uma vida arriscada experimentando de sua mágica do que envelhecer sem sentir as pernas bambas, o coração palpitando loucamente, as mãos suadas e todo aquele lance de “borboletas no estômago”. Eu até posso dizer aquelas coisas melosas que acho ridículas hoje. Talvez eu até goste disso.

            Nunca fui de implorar, mas te peço que não me faça sofrer muito. E que se for para sofrer, por favor, que valha a pena. Que a história, por mais trágica que seja, seja épica. Seja viva. Seja real. Faça-se real. Faça-me acreditar que todos esses livros que li e músicas que ouvi não são mentirosos. Faça tudo isso fazer sentido ainda que pareça louco. Você pode até ser incontrolável, mas não me faça parecer tão maluca. Você pode gostar da ideia de me fazer carente, mas não quero ser dependente assim.

            Peço também que seja recíproco. Pode ser curto, pode ser rápido, mais que seja intenso. Que cada memória queime viva em mim por toda eternidade, e penso que não seria muito arrogante pedir que o outro coração que compartilhe dessa aventura, também se lembre de mim. Pode ser numa noite qualquer depois de beijar sua amada. Pode ser durante um passeio no parque em que, quem sabe tiraremos fotos e dividiremos sorvetes. Pode ser até fruto de uma alucinação, mas, por favor, não me deixe ser esquecida.

            Apesar de tudo, falam muito bem de você, quando seus joguinhos acabam em “felizes para sempre”. Quero que você saiba que mesmo com suas bizarrices, ainda quero te conhecer. Só para dizer, que por pelo menos um segundo na vida, soube o que é o amor.

terça-feira, 14 de maio de 2013

I♥Books: Entrevista Com a autora Carol Sabar












 Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs do Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela faz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. Mas, após um incidente com seus únicos (e insubstituíveis!) livros da saga, Duda entra em verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente.


Link de venda nas livrarias:








Sinopse:

Parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, Bia está pensando em sua vida azarada. O motorista do carro ao lado, tenta se comunicar com ela, mas Bia não o reconhece. Então, ele sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles se jogam lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia. Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade, e Bia, feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga. Nunca uma maré de azar foi tão engraçada!

Links de pré-venda nas livrarias:





1.  Quando você começou a escrever? Você sempre quis ser autora?

      Eu sou engenheira e nunca planejei ser escritora. Simplesmente aconteceu. Comecei a escrever assim que me formei na faculdade e me apaixonei pelo processo criativo. De repente eu já não podia mais parar de inventar histórias.

2.  Você é fã da saga Crepúsculo? Por que você decidiu escrever sobre esse tema?

      Sim, eu sou fã da saga “Crepúsculo”, mas não tanto quanto a Duda. Na verdade, eu não decidi escrever sobre esse tema. Mas quando a história da Duda surgiu na minha cabeça, eu tive certeza de que teria de escrevê-la se quisesse ter sossego na vida.

3.  De onde veio a ideia do Como (Quase) Namorei Robert Pattinson? Você se inspirou em alguém que conhece para fazer a Duda?

    Eu estava parada no trânsito quando a primeira cena de “Como (quase) namorei Robert Pattinson” surgiu na minha cabeça. Eu fiquei morrendo de rir e, assim que cheguei em casa, comecei a escrever. Sete meses depois, coloquei o ponto final no livro.
Para escrever sobre a Duda, eu me inspirei nas fãs da saga “Crepúsculo”, especialmente nas mais entusiasmadas pelo Edward Cullen.

4.  Você já foi ou é viciada em algum famoso?

     Quando eu era adolescente, eu era louca pelo Leonardo DiCaprio e pelo príncipe William. Naquela época, eu não tinha fácil acesso à internet. Então eu colecionava recortes de revistas, fazia colagens, essas coisas de menina. Atualmente tenho vários ídolos, mas não sou viciada em nenhum deles.

5.  Quando você decidiu publicar o CQNRP? Como foi o processo de publicação?

     Eu decidi que queria publicar assim que terminei de escrever. Eu vi o livro prontinho na minha frente e pensei “Por que não dividir essa história com as pessoas?”, e então veio todo o processo de publicação. Encontrei uma agência literária que acreditou no meu trabalho e, em seguida, veio a Editora Jangada.

6.  Você teve apoio quando decidiu ser autora?

      Sim, claro. Sem o apoio daqueles que amamos é muito difícil chegar a qualquer lugar.

7.  Sobre seu novo lançamento, Azar o Seu, fala um pouquinho dele. De onde veio a ideia?

     “Azar o seu!” conta a história da Bia, que está parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, pensando em sua vida azarada (ela nunca teve um namorado, está sem emprego e atolada em dívidas, coitada) quando o motorista do carro ao lado começa a buzinar, tentando se comunicar com ela, como se fosse um velho conhecido... E ele é! Mas Bia não o reconhece. E como poderia? Ele é um homem, não mais o garoto de dez anos atrás. Está mais encorpado, cortou o cabelo, livrou-se do aparelho nos dentes e das espinhas do rosto, está tão diferente, tão lindo... O motorista sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um tiroteio e eles têm que se jogar lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido deitado a seu lado possa levar um recado a Guga, seu amor de adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração. Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia... Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade. Bia, fascinada por ele e feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga... Acho que falei demais, né?

8.  Se você não fosse autora, o que seria?

       O que nunca deixei de ser: engenheira de produção.

9.  Você tem alguma mania?

      Sim. Dormir de cobertor, mesmo no verão.

10.  Você tem algum conselho para dar aos novos autores nacionais?

     Escrever é uma questão de amor, mas principalmente de prática. Tem que suar a camisa, escrever, escrever, escrever. Depois revisar, revisar, revisar. E o principal: só procure uma editora quando tiver uma boa história a oferecer.

11.  Qual sua opinião sobre o papel da internet no campo literário. Atrapalha ou ajuda?

       Ajuda, com certeza. As pessoas leem mais por causa da internet.

12.  Você é contra ou não simpatiza com algum tipo de literatura?

      Só não leio autoajuda. Mas não tenho nada contra, apenas não faz meu estilo.

13.  Quais suas autoras/autores nacionais favoritos? E os internacionais? E quais os livros deles que você mais gosta?

      Nacionais: Paula Pimenta, Carina Rissi, Marina Carvalho, Luis Fernando Veríssimo, Claudia Tajes.
       Estrangeiros: J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Meg Cabot, Sophie Kinsella, Diana Peterfreund.
Não consigo escolher um livro de cada autor. Mas vou citar alguns: “Fazendo meu filme 3”, “Perdida”, “Os Espiões”, “Eclipse”, “Sociedade Secreta Rosa & Túmulo”, “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, “O Diário da Princesa”.

14.  De que bicho você gosta e de qual tem medo?

       Tenho medo de cachorro (muito medo, aliás, até dos mais pequenininhos). E gosto de borboletas.

15.  Você costuma ouvir música enquanto escreve? Quais são seus artistas favoritos?

      Depende do dia. Às vezes, ouvir música me ajuda. Em outras vezes, prefiro o silêncio. Depende da cena, do meu humor, da minha concentração... Tenho muitos artistas favoritos. The Beatles, John Mayer, Tiago Iorc e por aí vai.

16.  Qual sua parte favorita do corpo? Tem alguma que você gostaria de mudar?

       Gosto do meu cabelo. Não mudaria nada (pelo menos por enquanto).

17.  Você acredita em sorte? Tem algum amuleto ou número da sorte?

      Para mim, sorte é quando a oportunidade encontra alguém preparado para encarar o desafio. Acredito na sorte dessa maneira. Mas não tenho amuleto algum, apenas minha própria fé na vida.

18.  Tem alguma coisa que você é louca para fazer, mas não tem coragem?

       Mochilar pelo mundo durante uns anos. Eu já mochilei pela Europa, aliás, mas estava de férias e foi por pouco tempo. Não tive de largar nada para trás.

Pensa rápido!

·     Doce ou salgado: Salgado
·     Cabelo liso ou cacheado: Liso com cachos
·     Item de maquiagem que não dar para viver sem: Rímel
·     Uma cor: Azul
·     Um lugar: Nova York
·     Um hobby: Ler
·     Um defeito: Ansiedade
·     Uma qualidade: Persistência
·     Um desejo: Escrever mais livros
·     Um sonho: Ter dois filhos
·     Uma estação do ano: Inverno
·     Um perfume: Be seduced, Victoria’s Secret
·     Uma música que marcou sua vida: “Don’t look back in anger”, Oasis
·     Prato favorito: Pizza
·     O acontecimento que marcou sua vida: A publicação do meu primeiro livro
·     Um ídolo: John Mayer
·     Uma cidade que você adoraria conhecer: Berlim
·     Um defeito que você não suporta: Inveja
·     Uma qualidade que você considera indispensável: Respeito pelas pessoas
·     Uma coisa que você não vive sem: Internet
·     Tendência que você não usaria: Rímel colorido
·     Tendência favorita: Cropped
·     Um acessório: Bolsas
·     Um filme: “Diário de uma paixão”
·     Uma frase: “Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana, e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor, é para isso que vivemos”, A sociedade dos poetas mortos
·     Um livro: “Um dia”, David Nicholls
·     Uma invenção da humanidade que você acha incrível: Internet
·     Uma invenção da humanidade que você detesta: Bomba atômica
·     Se você pudesse ser outra pessoa por um dia, quem você seria? J.K. Rowling
·     Se você acordasse homem um dia, qual a primeira coisa que você faria? A barba.
·     Se você pudesse escolher ter um superpoder, qual seria? Viajar no tempo.
·     Se você encontrasse face a face com Deus, o que você diria/perguntaria? Perguntaria se minha avó está bem.

Deixe um recadinho para seus leitores!

Obrigada pelo carinho!
Saiba mais sobre meus livros em: www.carolsabar.com.br
beijinhos da sorte,
Carol Sabar


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Meu problema com bazucas e moscas varejeiras


            Todo mundo tem esses dias que acorda se sentindo feio, né? Comigo tudo sempre foi mais intenso. Então quando estou feia, não estou apenas feia, estou horrível, monstruosa, parecendo um zumbi e com raiva de todo mundo por que estão mais bonitos que eu. Se bem que nesses dias até as moscas varejeiras são mais bonitas que eu, então também tenho raiva delas.

            Mas não há nada da face da Terra que me faça sentir mais raiva ainda do que quando estou feia, horrível, monstruosa e com raiva de todo mundo (até das moscas varejeiras) e alguém vira para mim com o sorriso mais cínico do mundo e diz: Nossa, como você está linda!

            Minha vontade é pegar a bazuca mais próxima (não que eu sempre saiba onde está a bazuca mais próxima) e dar um tiro no meio da cabeça da pessoa.

            Não me ache maluca, por favor. Nem tenho princípios assassinos ou psicopáticos, apenas prezo a verdade e se estou feia, horrível, monstruosa e... Você já sabe, né? Pois é. Se estou assim, me contento com o fato de não saírem correndo ao me verem. Juro, fico super grata por ninguém chamar o National Geographic para me analisar como uma nova espécie!

            Então, parto do princípio de que se estou nesse estado catatônico e a pessoa me fala que estou alguma coisa além de aceitável, só pode estar me zoando. E se alguém te zoa assim, o que você faz? Pega a bazuca mais próxima e dá um tiro na cabeça da pessoa!

            Graças a Deus, nunca soube onde a bazuca mais próxima estava quando esses fatos ocorreram, e isso me poupa de uma longa ficha criminal. E a maioria das pessoas que disseram isso era especial demais para morrer.

            Nos dias em que estou normal, amo os elogios! Se você for sorteado em um dos quatro dias do ano em que não estou monstruosa, pode elogiar. Prometo que agradeço!

P.S: Nos outros 361 ou 362, se o ano for bissexto, e você decidir que é uma boa hora para me zoar, certifique-se que não há nenhuma bazuca num raio de 100 km.

Beijinhos da sua nada linda amiga,

Nohane.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

I♥Books: Entrevista com a autora Carina Rissi

     Amores, sou mega fã da Carina! Tipo, muito mesmo! Aí, eu pedi para entrevista-la e quase enfartei quando ela disse sim.

     Quando recebi o e-mail dela juro que meu coração inchou. Ela é muito fofa!

     Enfim, abaixo está a entrevista e espero que vocês gostem!


    Primeiro, eu quero agradecer a você por conceder essa entrevista! Sou muito sua fã, mesmo. Você é uma inspiração e foi muito bom encontrar uma autora nacional que escreve livros tão incríveis! Quantas vezes ri com as trapalhadas da Sofia e da Alicia!
     Obrigada por ser uma pessoa tão atenciosa, legal, simpática e por valorizar a nós, seus fãs!

Eu que agradeço o convite e o carinho, Nohane!
           
Vamos as perguntas? Puxa uma cadeira, alonga seus dedinhos e pega um chazinho que são muitas!

1       Quando você começou a escrever?

Comecei a escrever em maio de 2010, totalmente por acaso. Estava assistindo a uma entrevista da autora Stephenie Meyer, e ela contava como tinha sido o começo, que ela acreditava que todo mundo vivia no mundo de faz de contas e quando descobriu que não era assim decidiu escrever. Bom, eu me identifiquei na hora porque sempre vivi mais nos meus mundos imaginários que no real, então peguei meu celular, abri o app de texto e comecei a escrever só pra ver no que ia dar.

2    Antes de Perdida você já tinha o sonho de ser autora?

De jeito nenhum. Eu achava que para ser escritor você tinha que ter alguma coisa especial, sabe? Tipo nascer com uma estrela dourada na testa rsrs.

3    De onde veio a ideia de Perdida?

Eu estava em casa, era hora do jantar, teve um apagão e eu simplesmente não sabia como aquecer a comida sem o micro-ondas. Fiquei furiosa por não conseguir me virar sem ele. As pessoas sempre comeram bem antes da invenção do micro-ondas, né? Foi aí que nasceu a Sofia. Fiquei pensando nessa menina do século 21 presa em uma época sem recursos e como isso se desenrolaria. Eu só não previ que ela se apaixonaria.  Trabalhar com a Sofia é sempre assim, eu planejo um roteiro, ela vem e bagunça tudo rsrs.

4  Quando você pegou o Perdida nas mãos pela primeira vez, qual foi a sensação? E quando a primeira edição foi esgotada?

Pegar o livro pronto pela primeira vez foi como tocar um sonho, sabe? Eu não sabia se ria, se chorava, se saia na rua mostrando para as pessoas. Foi absurdamente maravilhoso e um tanto assustador.
Não houve uma primeira edição. A editora pelo qual publiquei não mantinha estoques. A impressão era feita sob demanda, conforme havia pedidos de compra.

5   Como foi a reação das pessoas que te conhecem ao saber que você publicaria um livro? Você teve medo/insegurança de publicar o Perdida?

Ah, eu fiquei apavorada. Muito antes até de ser publicada. Quando enviei o original para a BN (Biblioteca Nacional, toda obra deve ser registrada antes de ser enviada para editoras) eu nem dormi! Era uma coisa séria e definitiva demais e eu não acho que estava pronta. Foi tudo no susto, eu mal tive tempo para pensar no que estava fazendo.
As reações foram muito variadas. Meu marido ficou surpreso, claro, mas mega animado com Perdida e foi por causa dele e de seu entusiasmo que resolvi tentar a sorte e publicá-lo. Minha filhota adorou a ideia de ter uma mãe escritora (ela é fissurada por livros, igualzinha a mãe). Meus pais ficaram orgulhosos e sabe como é, só faltou erguerem a plaquinha do “eu já sabia”, coisa de pai e mãe coruja mesmo.
Quando contei a um amigo de infância, ele me olhou bem nos olhos e disse “eu jamais esperei uma coisa dessas de você” e sacudiu a cabeça.
                                             
      Alguém chegou a falar que você não conseguiria publicar o Perdida ou que não conseguiria vender a tiragem?

Ah, sim. Muita gente. Sobre as vendas, pessoas ligadas diretamente ao universo editorial. Tentaram me convencer de que era complicado vender livros no Brasil (e é), mas eu não sou muito de ouvir, sabe? Nem quando disseram que eu jamais entraria numa grande editora (e hoje sou autora da Verus, selo do grupo Record, a maior do país) nem que não venderia. Quando entro em algo, seja o que for, quero fazer dar certo, custe o que custar. Foi o que eu fiz e acabei surpreendendo todo mundo, inclusive a mim mesma.

   Tem alguma coisa da Sofia que você tem e não gosta? E tem alguma coisa que ela tem e você gostaria de ter?

O cabelo! Meu cabelo é tão indomado quanto o dela. E isso foi proposital, sabe? Eu tenho aquele tipo de cabelo nem. Nem cacheado, nem liso, que precisa de cuidados para se parecer com um cabelo e não com uma vassoura. Achei que já que eu colocaria minha heroína em um ambiente sem recursos, devia dar a ela meu tipo de cabelo, pois o liso se comporta bem e cachos são cachos, mas o cabelo nem é uma praga, ainda mais sem um bom xampu que hidrate os fios, e o xampu do século 19 está longe disso.
Eu gostaria de ter a coragem da Sofia.

     Como surgiu a ideia do Procura-se um Marido?

Bom, sabe aquele dia em que tudo dá errado? Eu tinha evento em Ribeirão Preto, minha empregada estava com o filho doente, minha filha tinha provas e eu teria que buscá-la mais cedo no colégio. Minha cozinha parecia uma zona de guerra, então lá estava eu, tentando dar uma arrumada, equilibrando bobes na cabeça, tentando não borrar as unhas que eu tinha acabado de fazer. Me peguei pensando que, se um dia eu ficasse muito rica, nunca mais pisaria na cozinha. Aí pensei melhor e decidi que pior que todo aquele caos (ao qual eu já estou bastante acostumada), seria alguém que sempre teve tudo ficar sem nada e ter que se virar como faz a maior parte da população. Foi assim que a Alicia nasceu e eu me apaixonei por ela logo de cara. Fiquei tão obcecada por ela que cinco meses depois eu já tinha escrito o livro todo.


9      Para publicá-lo você o enviou para as editoras ou a Verus te procurou por causa do sucesso de Perdida?

Eu procurei algumas editoras, só 3 dessa vez e obtive respostas positivas, mas eu queria a Verus, queria tanto que doía! Não sei bem explicar o motivo. Talvez seja pelo cuidado e capricho que eu via nas obras de autores do catálogo deles. Então quando começaram a avaliar e as respostas foram favoráveis eu ignorei todo o resto e, bem, comecei a rezar pra dar certo. Fechar o Procura-se com eles foi um dos momentos mais especiais da minha carreira. Tipo apontar para uma estrela, esticar o braço e pegá-la. Foi surreal!

       Como foi saber que foram vendidas 5.000 cópias do Procura-se um Marido em 40 dias?

Um susto enorme! Quando fui informada que a primeira edição seria de 5 mil cópias eu pensei “Ih, agora lascou”. Estava apavorada com a ideia de não conseguir vender a edição em 7 anos (duração do meu contrato), então pode imaginar o susto que tomei ao saber que tinha vendido 5 mil livros em 40 dias. A segunda edição saiu mês passado e fui informada que já esgotou também, a terceira já foi solicitada na gráfica. Eu só tenho a agradecer a esses oito mil leitores por acreditarem em mim.

1     Você já tinha ideia de que seu trabalho estava tendo um destaque tão grande assim?

Nem nos meus sonhos mais loucos, e olha que eu vivo no mundo da lua.

     Tem alguma coisa da Alicia que você tem e não gosta? E tem alguma coisa que ela tem e você gostaria de ter?

O medo de inseto, embora a Alicia tenha pavor de borboletas e eu de baratas, mas nossas reações são idênticas.
Ah, tem muitas coisas na Alicia que admiro, mas a principal delas é a capacidade de dizer o que está pensando, doa a quem doer. Eu sou daquelas que num confronto fica travada, depois tenho mil conversas imaginárias onde digo o que eu gostaria de ter dito.

       Onde você costuma escrever? Tem algum cantinho especial?

Eu meio que montei um escritoriozinho no quarto de brinquedos da minha filha (um olho nela, outro no texto). Mas escrevo em outro lugares também, vai da inspiração. Não sou daquelas pessoas metódicas que tudo precisa estar de maneira em tal posição.

      Falando nisso, conta um pouquinho sobre seus próximos projetos! Perdida 2, No mundo da Luna, “Nosso” Irlandês... Estamos ansiosos! Hahaha

No Mundo da Luna segue essa semana para a editora. Esse livro vai contar a história de uma jornalista recém-formada que sempre sonhou em trabalhar numa renomada revista, e ela conseguiu... Bom, mais ou menos... Ela chegou só até a recepção. Então quando a coluna de horóscopo semanal cai no colo dela, ela nem pensa. Aceita, ainda que não tenha a menor de ideia de como criar um horóscopo. E a partir daí a vida da Luna que já estava uma bagunça se complica de vez.
Em seguida virá o Perdida 2 e não posso contar muito sobre ele porque eu ainda não sei como a história vai se desenrolar (como eu disse antes, trabalhar com a Sofia é complicado). O que posso adiantar é que Perdida 2 começa exatamente onde termina o Perdida, com preparatórios para o casamento. Haverá novos personagens como a tia Cassandra, único parente vivo de Ian e Elisa que mora no Brasil, e os velhos amigos foram mantidos. Vou trabalhar com o grande medo de Sofia.
Também estou namorando a ideia de uma sequência de Procura-se um Marido (tá difícil me desligar da Alicia, viu?) antes de escrever o spin-off do Marcus, irmão do Max, de Procura-se.
O “meu (ou nosso) irlandês” (não sei ao certo como irei chamar esse livro) está quase pronto. Trabalhei com duas tramas paralelas nesse livro, que acabam se entrelaçando em algum momento, e dois períodos diferentes. A história é narrada pela brasileira Briana na maior parte do tempo, uma garota cheia de problemas que tem sonhos muito esquisitos e igualmente reais desde a infância com um cara (lindo!) que não existe. Ou ao menos era o que ela pensava.

      Tem alguma data de evento ou lançamento próximo?

Haverá relançamento de Perdida em São Paulo. Provavelmente na Fnac da Av. Paulista, no dia 06/07 e estarei na Bienal do Rio de Janeiro, provavelmente no primeiro fim de semana da feira.

      Você tem alguma mania no dia-a-dia ou quando está escrevendo? Qual ou Quais?

Acho que a única mania e deixar o som ligado bem baixinho. Uso música para me ajudar a dar o tom certo as cenas.

     Se você não fosse autora, o que você seria?

Ai, não sei, acho que continuaria sendo só dona de casa. Não consigo me imaginar largando minha filha com uma babá. Ela sempre vem em primeiro lugar.

      Você tem algum conselho para dar aos novos autores nacionais?

Bom, é um conselho meio bobo, mas a minha primeira dica é BNC (bunda na cadeira). Muita gente sonha em escrever um livro, mas ele só fica pronto se houver dedicação e criar um livro toma muito tempo. Depois, aconselho a acreditar e apostar em você, já que ninguém mais o fará se você não apostar primeiro. E por fim, um bom tanto de teimosia por que não é fácil ser publicado, mas também não é impossível. Basta correr atrás e não aceitar “não” como resposta.

      Você é contra ou não simpatiza com algum tipo de literatura?

Eu não sou contra, mas não curto muito autoajuda. Não funciona comigo. E evito ler terror (sou bastante covarde, depois passo a noite em claro esperando os zumbis, uruk-ais, e outros seres malignos virem comer meu cérebro).

     Quais suas autoras/autores nacionais favoritos? E os internacionais? E quais os livros deles que você mais gosta?

Eu não gosto de classificar autores por nacionalidade. Acredito que cultura não tem fronteiras. Sou apaixonada por todas as obras de Jane Austen, amo Fazendo Meu Filme da Paula Pimenta, é impossível escolher apenas uma dentre as obras das divas Marian Keyes e Sophie Kinsella, sou doida por Blecaute de Marcelo Rubens Paiva. Amei tudo que li de Judith McNaught, e Richelle Mead me ganhou com a série Academia de Vampiros e Um Certo Russo.

      De que bicho você gosta e de qual tem medo?

Gosto de cachorros.
Lagartixa, barata, jacaré, tubarão, pra mim são da mesma categoria. rs

      Você costuma ouvir música enquanto escreve? Quais são seus artistas favoritos?

Sim, ouço muita música. Sou bastante eclética, gosto de um pouco de tudo, de Adele a Elvis Presley.
  
      Qual sua parte favorita do corpo? Tem alguma que você gostaria de mudar?

Eu gosto dos meus olhos, são amarelos, meio esquisitos, mas gosto deles. Gostaria de mudar muitas coisas em mim, por exemplo, acho que eu merecia ter nascido com um cabelo que se comportasse bem nas horas em que eu mais preciso.

      Você acredita em sorte? Tem algum amuleto ou número da sorte?

Eu acredito que a sorte é a gente quem faz. Não tenho amuletos nem números de sorte, não.

      Fala para mim, tem alguma coisa que você é louca para fazer, mas não tem coragem?

Sim, eu quero conhecer o mundo, meu problema é: como, se não consigo chegar perto de um avião sem passar mal (e passo mal mesmo, tipo minha pressão cai, começo a suar frio e tudo mais)? Estou trabalhando esse medo e espero em breve vencê-lo.

Vamos fazer um bate-e-volta, ok?

·         Doce ou salgado: doce!
·         Cabelo liso ou cacheado: nem um nem outro.
·         Item de maquiagem que não dar para viver sem: rímel.
·         Uma cor: azul.
·         Um lugar: minha casa.
·         Um hobby: ler.
·         Um defeito: teimosia.
·         Uma qualidade: teimosia!
·         Um desejo: ser feliz sempre.
·         Um sonho: conseguir entrar num avião.
·         Uma estação do ano: verão.
·         Uma música que marcou sua vida: Por você, Frejat.
·         Prato favorito: qualquer um que tenha chocolate dentro.
·         O acontecimento que marcou sua vida: o nascimento da minha filha.
·         Um ídolo: Jane Austen.
·         Uma cidade que você adoraria conhecer: Dublin, Irlanda.
·         Um defeito que você não suporta: falsidade.
·         Uma qualidade que você considera indispensável: lealdade.
·         Uma coisa que você não vive sem: livros.
·         Tendência que você não usaria: a maioria delas.
·         Tendência favorita: prefiro o básico, sempre.
·         Um acessório: sapatos.
·         Um filme: depende do dia. Hoje é “De volta para o futuro”.
·         Uma frase: “Não fui eu, já estava assim quando eu cheguei”, Homer Simpson. Uso muito rs.
·         Um livro: Orgulho e Preconceito.
·         Uma invenção da humanidade que você acha incrível: eletricidade e tudo que veio com ela.
·         Uma invenção da humanidade que você detesta: armas de fogo.
·         Se você pudesse ser outra pessoa por um dia, quem você seria?
Em qualquer época? Eu seria Jane Austen por um dia! Só cinco minutos já servia.
·         Se você acordasse homem um dia, qual a primeira coisa que você faria?
Acho que eu passaria uma boa parte do dia tentando entender o funcionamento da cabeça masculina.
·         Se você pudesse escolher ter um superpoder, qual seria?
Voar.
·         Se você encontrasse face a face com Deus, o que você diria/perguntaria?
Ei, valeu, adorei a experiência! Posso ir de novo?

Para finalizar, deixe um recadinho para seus fãs (me inclua dentro dessa!).
A vida é uma coisinha muito esquisita e maravilhosa que acaba te levando para caminhos nunca imaginados. Por isso não desista dos seus sonhos. Não permita que ninguém julgue se ele é ou não impossível. O sonho é seu, e você é a única pessoa que pode fazer com se torne realidade. Basta acreditar em si mesma ;)